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Mario Trentim é consultor em gestão de projetos e professor do ITA, FAAP e FGV. Autor dos livros "Gerenciamento de Projetos"; "Manual do MS-Project 2010 e Melhores Práticas do PMI®"; e, "Managing Stakeholders as Clients". (http://linkedin.com/in/trentim)

Carreira em Gerenciamento de Projetos – Parte 2

No post anterior, eu disse que o primeiro passo para construir uma sólida carreira em gerenciamento de projetos é através de conhecimentos técnicos e experiência trabalhando em projetos.
Se vocês pesquisarem grandes nomes de GP no Brasil e no mundo, verão que eles não passaram a gerenciar projetos da noite para o dia. Em geral, são pessoas que se destacaram tecnicamente, demonstrando competência até serem alçados ao cargo de GP.
Isso não se aplica apenas às engenharias e TI. Conheço colegas que gerenciam projetos de M&A, projetos de reestruturação, projetos de marketing e outros. Esses profissionais dominam suas áreas de conhecimento e por isso são capazes de gerenciar projetos complexos.
Quando o GP não possui conhecimentos técnicos a respeito do projeto, acontecem algumas situações desconfortáveis. Em primeiro lugar, o GP pode ser desacreditado pela equipe. Ele terá dificuldade na elaboração do plano de projeto, provavelmente não saberá tomar decisões em impasses técnicos nem será capaz de compreender o assessoramento da equipe. Pode se tornar refém de um ou mais membros da equipe.
Considerando que somos bons profissionais, competentes e com sólidos conhecimentos técnicos, teremos chance de trabalhar em projetos desafiadores. Você deve buscar esses desafios, aperfeiçoamento e aprendizado.
Ok, acredito que vocês já compreenderam a mensagem. Agora vamos ao próximo passo: aprender gerenciamento de projetos.
Na minha opinião, para quem não sabe nada sobre gerenciamento de projetos, o ideal é começar fazendo cursos de curta duração sobre fundamentos e básico de GP. Assim você terá uma visão geral do assunto. Posteriormente, você deve buscar cursos mais avançados e também sobre ferramentas (software).
Das diversas ferramentas de software, as mais comumente utilizadas são MS-Project e Primavera. É fácil encontrar cursos sobre esses softwares. Vale a pena buscar certificações de uso dessas ferramentas. Ricardo Vargas, neste podcast, diz que os conhecimentos práticos e teóricos em GP são reforçados pelo uso de softwares de GP e a certificação MCTS 70-178, por exemplo, reconhece que o profissional domina a ferramenta.
Tendo esse conhecimento inicial, você deve buscar chances de aplicar esses conhecimentos em projetos. Mesmo não sendo o gerente, você pode ajudar o gerente do projeto. Neste momento, você pode tentar a certificação CAPM, por exemplo, que não exige experiência como gerente de projetos.
O passo seguinte seria procurar um MBA em gestão de projetos. Muitas pessoas buscam o MBA sem ter conhecimento algum de GP, mas eu acredito que o curso é melhor aproveitado por aqueles que possuem algum conhecimento geral prévio sobre GP.  Durante o MBA, é interessante procurar desafios como gerente de projetos pequenos-médios.
Naturalmente, durante e após um MBA, o profissional continuará subindo degraus como GP. Quando possuir a experiência necessária e pré-requisitos, é interessante tentar a certificação PMP, amplamente reconhecida no mercado de trabalho. Nesse interim, somos todos aprendizes. Nunca deixe de estudar, busque conhecimentos além do Guia PMBOK. Falaremos mais sobre esse assunto no próximo post, não perca!

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to “Carreira em Gerenciamento de Projetos – Parte 2”

  1. Cleber #

    Mário,

    Eu poderia dizer que estou seguindo quase que de modo fiel a estes passos. Estou com 24 anos e iniciei as 22 anos cursos básicos de Gerenciamento de Projetos para buscar um entendimento inicial do assunto. Estou concluindo meu MBA no próximo mês, porém neste meio tempo, obtive a certificação CAPM (a duas semanas) e o próximo passo será um curso de MS-Project para reforçar alguns conceitos, outra ferramenta que acho que o iniciante pode saber – e por sinal é bem simples e interessante – é o WBS Chartpro. Fui criticado por alguns por não tirar a certificação PMP logo visto o conhecimento do MBA, porém, não posso me enganar tirando PMP sem experiência (entendendo que eu poderia colocar as horas de ensino da elegebilidade).

    Enfim, acho que este segundo post reflete uma realidade que todo aspirante na área deveria seguir e sim, se você tiver o conhecimento técnico na área de atuação, com certeza não ficarás como “servo” de algum membro ou Gerente Funcional, dependendo da estrutura organizacional da sua empresa.

    Parabéns pelo post.

    Cleber Araujo, CAPM

    24 de janeiro de 2012 at 4:30 PM
  2. Cléber, vc optou por construir uma carreira em bases sólidas e, embora possa parecer devagar no começo, terá continuidade e sucesso pela frente. Queimar etapas (obtendo certificações sem experiência, por exemplo) pode atrapalhar a vida futura do profissional.
    Legal ver que os passos sugeridos estão funcionando para vc na prática. Boa sorte!

    3 de fevereiro de 2012 at 11:00 AM

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