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Mario Trentim é consultor em gestão de projetos e professor do ITA, FAAP e FGV. Autor dos livros "Gerenciamento de Projetos"; "Manual do MS-Project 2010 e Melhores Práticas do PMI®"; e, "Managing Stakeholders as Clients". (http://linkedin.com/in/trentim)

INCOSE Brazil

Como havia dito no post da semana passada, o Brasil já possui um Chapter do International Council of Systems Engineering, INCOSE. Esse Chapter nasceu do esforço de várias pessoas. Seria difícil nominar todos, correndo o risco de esquecer alguém.

 Por isso, gostaria de apresentar dois membros importantes: George Sousa, vice-presidente do Chapter e representante do INCOSE para o Brasil; e, Geilson Loureiro, atual presidente do Chapter.

 O objetivo do INCOSE Brazil é promover a engenharia de sistemas no país por meio da troca de experiências e eventos como a Systems Engineering Week 2011.

 A Engenharia de Sistemas é uma jovem disciplina que tem se estabelecido nos últimos anos para lidar com o desenvolvimento de sistemas complexos.

Figura – Crescimento do INCOSE (http://www.incose.org)

Figura – Crescimento do INCOSE (http://www.incose.org)

A figura anterior mostra o crescimento do número de membros do INCOSE, representando a crescente importância da engenharia de sistemas na atualidade.

Como disse na semana passada, os processos orientados ao projeto são aqueles descritos no Guia PMBOK e outros padrões de gerenciamento de projetos. Já os processos orientados ao produto são aqueles específicos de cada indústria, muitas vezes relacionados às disciplinas de engenharia para definição e construção do produto.

A engenharia de sistemas, uma abordagem geral e multidisciplinar, tem como objetivo garantir que sistemas complexos sejam desenvolvidos de forma coerente ao longo de todo o seu ciclo de vida. Em poucas palavras, a engenharia de sistemas quer evitar os conhecidos “elefantes-brancos” e erros de desenvolvimento.

Para isso, há uma forte ênfase na engenharia de requisitos, que compreende a coleta das necessidades dos stakeholders, definição de requisitos em níveis mais elevados que são desdobrados nos demais níveis de sistemas, subsistemas e componentes até obtermos as especificações detalhadas. Todo esse processo se desenrola a partir do domínio do problema (aquilo que os stakeholders desejam ser capazes de fazer com o sistema) para o domínio da solução (criar um sistema que satisfaça as necessidades dos stakeholders).

Figura – Processos de engenharia de sistemas

Figura – Processos de engenharia de sistemas

 A engenharia de sistemas se preocupa com todo o ciclo de vida do produto, que vai além do ciclo de vida do projeto. Porém, seus processos estão mais diretamente relacionados à definição do problema e design da solução, conforme a figura acima.

O Guia de Engenharia de Sistemas (G2SEBOK – Guide to the Systems Engineering Body of Knowledge) afirma que a engenharia de sistemas define “o que deve ser” para o projeto. Isto é, seu papel é definir os requisitos para solução das necessidades dos stakeholders, utilizando melhores práticas.

A engenharia de sistemas introduz dois elementos importantes para o desenvolvimento do projeto:

  • Subprodutos necessários para construir o sistema (produto final)
  • Visão sistêmica do ambiente operacional interno e externo do sistema

Os subprodutos (enabling products) são necessários para produzir, testar, implementar, instalar, dar suporte e apoio operacional ao sistema (produto final). Já a visão sistêmica identifica e mapeia as relações internas e externas do sistema.

Uma das grandes vantagens trazidas pela abordagem da engenharia de sistemas é o foco nos stakeholders como direcionador do escopo do produto e do projeto, complementando o gerenciamento de projetos. Ou seja, não há conflito entre o engenheiro de sistemas e o gerente do projeto. O primeiro é responsável pelos aspectos técnicos (processos orientados ao produto), enquanto o segundo é responsável pela parte gerencial (processos orientados ao projeto). Um engenheiro de sistemas, por exemplo, poderia ser o gerente técnico do projeto, algo comum em projetos complexos. Obviamente, podemos ter vários engenheiros de sistemas em diferentes níveis de hierarquia trabalhando no projeto, dependendo do seu tamanho.

O gerente do projeto trabalha nas dimensões de recursos (pessoas, ferramentas, instalações, financeiros) e nas interfaces gerenciais, sempre com o suporte do engenheiro de sistemas, ou gerente técnico, que é o responsável pelo desenvolvimento do produto que irá atender às necessidades e requisitos dos stakeholders.

Figura – V da engenharia de sistemas (Fonte: Wikipedia / INCOSE)

Figura – V da engenharia de sistemas (Fonte: Wikipedia / INCOSE)

 Falaremos sobre o “Vee Model” acima, sobre o ciclo de vida e sobre os processos de engenharia de sistemas nos próximos posts. Até lá!

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  1. Renata #

    Gostaria de receber mais informações sobre o tema. Blog muito interessante

    12 de abril de 2012 at 7:25 AM

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